sexta-feira, 12 de abril de 2013

Trabalho Infantil: exploração ou necessidade?

               



  Ao tocarmos no assunto de exploração infantil vem milhares de pensamentos. Pois se fossemos falar há uns 30 a 40 anos atrás, poderíamos afirmar que muitos dos nossos avós, ou até mesmo nossos pais trabalharam desde muito cedo, por motivos muitas vezes desumano (ex.: uma criança de 6 anos ajudando a sustentar sua família). Mas isso não surgiu nossa atualidade, e sim  milhares de anos atrás, desde a colonização quando vieram junto com os escravos para a exploração da mão de obra. Porém isso só vem se estendendo, ao invés de achar a solução para esse problema. É mais fácil querer apontar um culpado, porém o que vamos impor aqui será ele o real causador da exploração infantil? Poderíamos dizer que o governo tem lá seus pauzinhos nessa história. Os fatos indicam que sim.
 A exploração infantil vem do berço. De um berço daquela criança que não teve estrutura suficiente para enfrentar o mundo á fora, que não teve uma qualidade de vida boa, que não teve uma educação digna; que consequentemente se tornou uma mulher, um homem, sem estudo básico, que com sua inocência teve vários filhos. Inocência? Seria essa a palavra certa para usar? Fique a seu critério.
  Se uma pessoa possuiu uma base, ela não irá passar por diversas dificuldades na vida de uma forma tão trágica, ao ponto de até passar fome. Por exemplo se o indivíduo tiver estudos, um bom emprego estável, conhecer seus direitos dentro de uma sociedade...logo irá ter uma mente mais madura, ao ponto de ter um planejamento familiar. Mas no nosso próprio país, muitos ainda não possui essa mentalidade, ou uma estrutura que tinha que ter em sua infância-adolescência, até se tornar adulto. Na região do Norte e do Nordeste ainda há uma exploração do trabalho infantil, uns dos motivos que leva a isso é a família passar por algumas dificuldades (fome, baixa renda, etc.), assim seria uma forma de ganhar um dinheiro extra para ajudar a sustentar a família, que muitas vezes são pais, mães, irmãos, netos, tios morando na mesma casa.
  Se perguntar para seus avós, pais, tios, conhecidos, muitos irão dar a mesma resposta: “na minha época tudo era mais difícil, comecei a trabalhar com 12 anos de idade...”. É, realmente hoje em dia algumas coisas se tornaram mais acessível e justas. Por exemplo o surgimento da lei que defende o jovem e adolescente, se o mesmo tiver menos de 13 anos ainda não pode trabalhar, caso ao contrário estará infringindo a constituição. Foi criado também o ECA (Instituto da criança e do adolescente), que defende os jovens em seus direitos. Por fim, não menos importante foi criado também o “Programa Jovem Aprendiz”, aquele que possuir entre 14 á 21 anos, tem o direito de conseguir o seu primeiro emprego, e assim continuar estudando. 
 Podemos afirmar que nesta geração em diante, tiveramos duas grandes conquistas: o de  trabalhar e estudar. Pois mesmo com as dificuldades, não deve-se largar o estudo. O poder de adquirir conhecimento, e não se tornar mais um no sistema e sim aquele que pode muda-lo. 
  Não podendo esquecer: Lugar de criança é na escola, e não vendendo o seu esforço a troco de esmolas. 



Luiz Ireno, Paloma Ferreira, Pamela dos Santos, Priscila, Marcela Balestra e Yara Horácio.

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